Como a Quartzo avançou 5 níveis no rating da CAIXA e ampliou seu acesso ao crédito para crescer

O caso de sucesso da Quartzo Incorporadora

No segmento econômico do mercado imobiliário, mesmo incorporadoras com boa capacidade de execução, histórico consistente de entregas e demanda por novos projetos encontram limites para crescer na velocidade e escala desejadas.

Na prática, por vezes, o limite não está nas vendas ou na execução das obras, mas no acesso ao crédito. No segmento econômico, a principal fonte de financiamento é a Caixa Econômica Federal, por meio do modelo de apoio à produção. O acesso a esse crédito não depende apenas do tamanho e histórico operacional da incorporadora, mas de como sua capacidade financeira é interpretada pela instituição.

É justamente nesse contexto que surge um gargalo nem sempre visível: o desalinhamento entre a realidade da operação e a forma como essa realidade é apresentada para as instituições financeiras.

Muitas incorporadoras executam bem, entregam obras e performam comercialmente, mas enfrentam dificuldade em traduzir a capacidade em informações financeiras que transmitam segurança e previsibilidade na análise de crédito.

Quanto menos essas informações geram confiança, menor tende a ser o acesso ao crédito, limitando a contratação de novos empreendimentos e, consequentemente, o crescimento da empresa.

O Desafio

O caso recente de uma incorporadora parceira da Versi ajuda a observar esse cenário na prática. Com 15 anos de atuação e uma trajetória sólida no setor, a Quartzo, incorporadora de Belo Horizonte com mais de 20 empreendimentos entregues, ainda operava junto à Caixa com rating C, limite global de crédito de R$ 10,5 milhões e limite global de custos dos empreendimentos de R$ 204 milhões.

Esses limites não refletiam a sua capacidade real de execução e se tornavam uma trava de crescimento, limitando o volume de novos empreendimentos que poderiam ser contratados, independentemente da qualidade da operação.

O problema estava na forma como suas demonstrações financeiras eram apresentadas e interpretadas dentro da lógica de análise de risco e crédito da Caixa.

A Solução

Para destravar esse cenário, a Quartzo contou com a assessoria da GSRISK, especialista em risco de crédito e com atuação recorrente em processos ligados ao Apoio à Produção e à leitura dos critérios da Caixa.

O trabalho envolveu a revisão técnica das demonstrações financeiras, reclassificação de rubricas contábeis para evitar distorções de leitura, ajustes na forma de apresentação das informações e adequação das demonstrações à lógica de análise de risco utilizada pela Caixa, de modo a refletir com mais precisão sua capacidade real de crédito.

“Nosso trabalho não altera a realidade financeira da empresa, mas garante que ela seja interpretada corretamente na análise de crédito, ao corrigir distorções e alinhar as demonstrações à lógica de avaliação de risco da CAIXA”, explica Gláucia Cruz, fundadora da GSRISK.

O Resultado

O resultado foi direto: o Limite Global de Crédito (LGC) avançou 157%, enquanto o Limite Global Custos dos Empreendimentos (LGCE) cresceu 55% e, em paralelo, houve um avanço de cinco níveis no rating de classificação da Caixa.

O mesmo movimento também pode ser observado no caso da Prix Construtora. O LGC aumentou 257% e o LGCE subiu 175%, com avanço de quatro níveis no rating.

Os dois casos reforçam um ponto importante para as incorporadoras do segmento: a forma como as informações financeiras são apresentadas influencia diretamente a percepção de risco das instituições e pode impactar o rating e os limites de crédito aprovados.

Nesse contexto, especialmente no caso de operações com estruturas mais enxutas, a atuação conjunta de especialistas com experiência e conhecimento da lógica de análise de crédito, em parceria com o time financeiro da incorporadora, é fundamental para colocar esse trabalho em prática e aumentar a probabilidade de sucesso.

No mercado atual, crescer não é apenas executar bem as vendas e obras, é preciso dominar a forma como a capacidade financeira é apresentada para viabilizar o acesso ao funding, fator determinante para sustentar o crescimento com escala.

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